-" Dia Internacional da Mulher ( 8 de Março ) " - 15Mar2010 12:14:00

A MULHER E O HOMEM
A Dupla que Resolve
J. Jorge Peralta
1. O Dia Internacional da Mulher
é uma bela data a ser celebrada; como o é o Dia das Mães e até o Dia de Natal.
Como não existe o Dia Internacional do Homem, eu começo a considerar que está data tem muito de uma celebração pouco humana e muito capitalista. Celebramos, neste dia, as mulheres bonitas, prendadas, esbeltas, estudadas ?bem sucedidas?. Esquecemos os milhões de mulheres que dão duro estafante, dia após dia, para garantir um teto e um cômodo às vezes miserável, para dar aos seus filhos um mínimo de alimentação, de saúde e de educação. No seu dia a dia, tudo é precário e incerto. Só não falha sua vontade invencível de conseguir, para os seus, o melhor, por pior que seja... Quem delas se lembra, no mundo dos humanos?
A celebração do Dia da Mulher não atinge hoje, ao menos no Brasil, nem 20% das mulheres. Faltam aí 80% das mulheres, esquecidas e anônimas, que não têm menos dignidade...
É, pois, uma data desnecessária, ao menos aparente.
Lembrâmo-nos de quem já é lembrado e celebrado todos os dias. Até porque, em nossa sociedade, mulher bem formada, bonita, esbelta e ?bem sucedida?, já é bem celebrada, naturalmente, todos os dias, ás vezes até a exaustão.
A nova celebração anual, às vezes, não passa de um ritual vazio, meramente formal, como obrigação e não como carinho.
2. Na perda dos valores grandiosos da pessoa humana, até as celebrações são mecanizadas e monetarizadas.
Penso então que o Dia da Mulher deveria, em nosso tempo, ser o ?Dia da Mulher e do Homem?. Assim juntos, como é a condição humana. Somos teoricamente 50% de homens e 50% de mulheres. 50%, certo?!
Esta é a condição humana, que não podemos confundir.
Hoje não sei quem está mais deslocado de uma vida ?normal?, se o homem ou a mulher.
Nas sociedades tradicionais, dos países lusófonos, excetuando, talvez os grandes centros urbanos, homens e mulheres trabalharam sempre, lado a lado, cada um com a mesma responsabilidade, cada um com a sua identidade.
Com a ascensão da mulher ao estudo, ao mundo do conhecimento, em vez de ser produzido o equilíbrio H/M, produziu-se um novo desequilíbrio.
Muitos homens, atendendo a apelos, seduções e até futilidades exteriores do mundo capitalista, vão sofregamente atrás do ter e das aparência transitórias, descartando o ser e seus valores imateriais mais profundos e perenes. São mais dispersivos.
As mulheres, de modo geral, levam a ?vida? mais a sério: no estudo geralmente, destacam-se muito acima dos homens; levam a vida mais a sério e são mais dedicadas, persistentes e responsáveis. São mais focadas.
Muitos homens estão ?perdidos?, nesta sociedade complexa, e vão sendo, socialmente ?descartáveis?. Condição muito incômoda e frustrante. Quem pensa nisso?!
3. Por isso eu apelo:
Vamos tentar um novo equilíbrio Homem/Mulher. Vamos, finalmente, equilibrar a condição humana, onde homens e mulheres, como as mulheres e os homens, sintam-se, juntos, responsáveis pela construção de um mundo mais saudável, mais equilibrado, mais justo, com mais dignidade e paz. Assim era nas gerações passadas, e ainda é assim nas sociedades mais simples.
Há muito mais gente, além do mundo urbano, que atrai atenção dos intelectuais.
O mundo dos humanos é constituído equilibradamente de homens e mulheres. Vamos celebrá-lo assim, sem inventar novos desequilíbrios. Homens e Mulheres, respeitados em sua dignidade plena, diferentes um do outro, mas intercomplementares. Ambos precisam ser educados para a dignidade e respeito mútuo, competência, fraternidade, dedicação, responsabilidade e generosidade.
Na educação familiar, escolar e na vida, cada ser humano deve ser educado para saber ser ele mesmo e pensar no outro:
- Aprender a ser, a conviver e a compartilhar.
- Aprender o espírito de mútua cooperação.
- Aprender a nunca desperdiçar os próprios talentos, mas pô-los a serviço dos seus e da humanidade, com competência e generosidade.
Quando homens e mulheres forem efetivamente conscientes de sua missão múltipla e multiforme na vida e na sociedade, seremos então capazes de pôr a dignidade no Poder. Teremos então descoberto o caminho e as pontes que nos levam a um mundo melhor, com mais alegria e bem-estar para todos.
« http://tribunalusofona.blogspot.com/ »
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2010/03/mulher-e-o-homem-dupla-que-resolve-j.html
-" Eu conheço um País " - 12Dez2009 12:05:00
"Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade mundial de recém-nascidos, melhor que a média da UE.Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de tecnologia de transformadores.Eu conheço um país que é líder mundial na produção de feltros para chapéus.
"Eu conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os vende no exterior para dezenas de mercados.
"Eu conheço um país que tem uma empresa que concebeu um sistema pelo qual você pode escolher, no seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
"Eu conheço um país que está muito avançado na investigação e produção de energia através das ondas do mar e do vento.
"Eu conheço um país que tem uma empresa que analisa o ADN de plantas e animais e envia os resultados para todos os países da UE.
"Eu conheço um país que desenvolveu sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos às PMES.
"Eu conheço um país que tem diversas empresas a trabalhar para a NASA e a Agência Espacial Europeia.
"Eu conheço um país que desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das auto-estradas.
"Eu conheço um país que inventou e produz um medicamento anti-epiléptico para o mercado mundial.Eu conheço um país que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça.
"Eu conheço um país que construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade pelo Mundo.
O leitor, possivelmente, não reconheceu neste país aquele em que vive... PORTUGAL.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam -se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI, BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Out Systems, WeDo, Quinta do Monte d'Oiro, Brisa Space Services, Bial, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace, Skysoft, Portugal Telecom Inovação, Grupos Vila Galé, Amorim, Pestana, Porto Bay e BES Turismo.
Há ainda grandes empresas multinacionais instalada no País, mas dirigidas por portugueses, com técnicos portugueses, de reconhecido sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal, Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal e a Mc Donalds (que desenvolveu e aperfeiçoou em Portugal um sistema que permite quantificar as refeições e tipo que são vendidas em cada e todos os estabelecimentos da cadeia em todo o mundo).
É este o País de sucesso em que também vivemos, estatisticamente sempre na cauda da Europa, com péssimos índices na educação, e gravíssimos problemas no ambiente e na saúde... do que se atrasou em relação à média UE...etc.
Mas só falamos do País que está mal, daquele que não acompanhou o progresso.
É tempo de mostrarmos ao mundo os nossos sucessos e nos orgulharmos disso.
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/12/eu-conheco-um-pais.html
-" Homenagem aos "comandos" africanos fuzilados clandestinamente na Guiné " - 09Dez2009 16:09:00
( Fotografia de Regina Djaló que, em 14-11-2009, aponta para o nome do marido, fuzilado na Guiné e agora constante do Memorial dos Combatentes do Ultramar : "o meu marido era o Alferes Graduado Comando Demba Cham Seca ) "" (?) Á terceira vez foi novamente detido, no dia 21 de Março de 1975 , pelas duas horas da tarde. Quando, à noite, fui levar-lhe comida à esquadra de polícia de Bafatá, disseram que ele já não precisava dos alimentos. Soube, depois, que, nessa noite foi mandado para Babandica, onde foi fuzilado juntamente com outros. Os Tenentes Armando Carolino Barbosa e o Tomás Camará foram dois deles.(?)
Na certidão de óbito, conseguida apenas em 2000, consta:
?Faleceu de fuzilamento, por ter servido com entusiasmo o Exército Português?. "
( Regina Mansata Djaló, in ?Guerra Paz e Fuzilamento dos Guerreiros ) /2007, p 358.
"Decorreu no passado dia 14 de Novembro, as celebrações do aniversário do armistício (I Guerra Mundial), da fundação da Liga dos Combatentes e do 35.º aniversário do final da Guerra do Ultramar.A cerimónia foi presidida pelo novo Ministro da Defesa Nacional, Santos Silva, que foi acompanhado pelo também novel Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos Combatentes (?), Marcos Perestrello (quando é que lhe dizem que ele não deve continuar a participar do programa de debate político semanal da RTP, para não se sujeitar a ser enxovalhado pelos outros jovens políticos em directo?). Estiveram igualmente presentes os quatro chefes militares e o Presidente da Liga dos Combatentes, General Chito Rodrigues.
Depois das habituais honras militares, foram homenageados os três militares falecidos na Guiné, na zona de Guidage (cerco por muitas centenas de guerrilheiros do PAIGC a esta povoação, durante quase um mês), em Maio de 1973 e cujos corpos foram recuperados pela Liga dos Combatentes, num programa a decorrer nos três teatros de operações para esse efeito; isto é, no caso da Guiné para identificação e concentração no cemitério de Bissau em condições com alguma dignidade. Depois, os que as famílias demonstrarem interesse em serem trasladados para Portugal, julgo que tal poderá ser levado a efeito com o patrocínio de outras entidades.Foram eles o Furriel Mil.º José C. M. Machado de Valpaços, o 1.º Cabo Gabriel F. Telo, da Calheta/Madeira e o Soldado Manuel M. R. Geraldes, de Vimioso, que depois seguiram aos seus destinos.
E ninguém falou nos ?comandos? africanos fuzilados?
De seguida, o Ministro da Defesa, acompanhado pelo Presidente da Liga dos Combatentes e do Presidente da Associação de Comandos, Dr. Lobo do Amaral, procederam ao descerramento das placas com os nomes de 53 ?comandos? africanos (20 oficiais, 29 sargentos e 4 soldados) fuzilados clandestinamente a partir de Março de 1975, ?apenas? por terem combatido com honra e brio no Exército Português / teatro de operações da Guiné, vários deles durante quase toda a guerra.
Nos discursos do General Chito Rodrigues, do General CEMGFA Valença Pinto e do Ministro da Defesa esta situação de fuzilamento nunca foi referida. Nem D. Januário Torgal Ferreira, na sua oração por alma dos militares, ou o locutor de serviço o mencionou.
Assim, não podemos ficar admirados pelo facto do Correio da Manhã, na sua edição do dia seguinte tenha noticiado:?No Monumento aos Combatentes foi ainda descerrada uma placa com o nome de 53 comandos mortos na Guiné.? Nem disseram que eram africanos e guineenses, nem que foram fuzilados pelo PAIGC.
Deste modo a mensagem que passou para o público foi que os 53 militares portugueses foram agora colocados por, do antecedente, lá não estarem por qualquer lapso da organização do Memorial?Pode perceber-se o melindre desta situação, já que se trataram de crimes contra humanidade (não prescrevem), mas volto a repetir o que já disse em texto anterior. O General Nino Vieira, em Novembro de 1980 (confirmado nos meses seguintes), depois de ter tomado conta do poder na Guiné-Bissau, assumiu a autoria, por parte do PAIGC, antes liderado por Luís Cabral, dos fuzilamentos clandestinos de cerca de 500 pessoas e que foram enterradas em valas comuns de 35 a 38 pessoas. Isto veio publicado no jornal oficial do PAIGC - edições de 14 e 29-11-1980 e 18-1-1981 (in Manuel A. Bernardo, ?Guerra, Paz e Fuzilamento dos Guerreiros; Guiné 1970-1980/2007, pp 119 a 127).
O combate à corrupção vai ser a sério?
Lembro o que afirmou o Ministro da Defesa Nacional: ?(?) Todos os soldados mortos ao serviço da Pátria merecem momentos de reflexão e que o século XX foi duro a todos os níveis?. E mais à frente acrescentou: ?Homenageamos os esforços de todos, curvamo-nos perante os que morreram e apoiamos os ex-combatentes e os deficientes das Forças Armadas. (?)?Será que esse apoio, agora reafirmado, também tem que ver com a revisão das decisões tomadas pelo seu antecessor, que retirou aos combatentes direitos adquiridos, tal como a diminuição do quantitativo da fraca pensão anual, que um governo de maioria PSD/CDS tinha atribuído (na minha ocorreu uma redução de cerca de 75%)? Não acredito, já que, para este Governo, a crise internacional e nacional parece justificar tudo, excepto os casos de corrupção que vão proliferando ao longo dos tempos.
Em relação a este tema, destaco o referido por Mário Crespo que, depois de fazer a comparação com o procedimento do «garganta funda» que provocou a demissão de Richard Nixon, em 1974 (in JN / 16-11-2009), afirmou:
?(?) Se os mecanismos judiciais ficarem entregues a si próprios, entre pulsões absurdamente garantística, infinitas possibilidades dilatórias que se acomodam nos seus meandros e as patéticas lutas de galos, os elementos de prova desaparecem ou são esquecidos. Os delitos ficam impunes e uma classe de prevaricadores calculistas perpetua-se no poder. Face a isto, há quem no sistema judicial esteja consciente destas falhas do Estado e, por uma questão de honra e dever, esteja a fazer chegar à opinião pública elementos concretos e sólidos sobre aquilo que, até aqui, só se sussurrava em surdinas cúmplices. E assim sabe-se o que dizem as escutas e o que dizem as gravações feitas com câmaras ocultas que registam pedidos de subornos colossais. Ficámos a conhecer as estratégias para amordaçar liberdades de informação com dinheiro do Estado. E sabemos tudo isto porque, felizmente, há gente de honra que o dá a conhecer. (?)?
E sendo Mário Crespo um dos principais responsáveis da informação da SIC Notícias, deve saber do que está a falar!!!
Enfim, a Verdade dos acontecimentos, quer já de natureza histórica, como o ocorrido com os referidos fuzilamentos clandestinos dos ?Comandos? africanos, quer dos casos de corrupção que alastram por esse País, acabará por vir ao de cima. Demorar mais ou menos tempo depende de uma sociedade civil mais activa, que exerça os seus direitos de cidadania e os accione através dos mecanismos, que tem ao seu dispor numa Democracia e num Estado de Direito.
Autoria do Cor. Ref. Manuel Amaro Bernardo 16-11-2009
NOTA:"Faleceu de fuzilamento". Será que Moçambique seguirá este exemplo em relação a Uria Simango, Joana Semeão e milhares de outros quando as certidões de óbito forem requeridas?
( Texto publicado por Fernando Gil no blogue Moçambique Para Todos )
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/12/homenagem-aos-comandos-africanos.html
-" Ofensas aos portugueses " - 09Dez2009 15:42:00
« claro que há brasileiros com a cabeça no lugar »
Um brasileiro sem preconceitos e consciente dos valores que nós,brasileiros e portugueses, deveriamos, orgulhosamente, partilhar, expressa a sua opinião sobre as causas da infeliz "brincadeira" que Maitê Proença quis fazer com os portugueses.
Permito-me acrescentar que subscrevo, inteiramente, a opinião do autor. Mais, ainda, recordo o texto que publiquei, neste blogue, em 25.10.2008, com o título "A 5ª coluna da Lusofonia" e destaco a estranha coincidência que parece haver entre ele e o colunista da "Folha de São Paulo".
Passo a transcrever :
Autoria de Rogério Mattos Costa, de Madrid.
Em uma matéria exibida no programa Saia Justa (GNT/Globo), a atriz Maitê Proença cometeu uma série de grosserias contra os portugueses. Para o colunista Clóvis Rossi, da Folha de São Paulo, seria algo normal, fruto do preconceito que brasileiros e portugueses sentem uns dos outros.
Permita-me discordar, meu caro Clóvis.
A atriz não expressou, na verdade, um preconceito que nasceu não se sabe de onde, mas sim vários conceitos alimentados pela mídia brasileira. Um processo de permanente negação das origens, de desprezo pelo nosso passado, que sempre quis nos ensinar a odiar ter sido colônia de Portugal e não da Inglaterra.
Maitê não expressou um preconceito que nasceu não se sabe de onde, mas vários conceitos criados pela mídia brasileira (veja o vídeo).
Ela apenas colocou no vídeo toda lavagem cerebral a que quase toda a população brasileira é submetida há várias décadas, desde a escola primária até quando lê um artigo seu e de outros colegas seus que ainda escrevem para a Folha e outros jornais do gênero.
Um processo orquestrado, coordenado, de permanente negação das origens, de ataque à auto-estima, de desprezo pelo nosso passado, que em outras palavras, nos quis sempre ensinar a odiar ter sido colônia de Portugal e não da Inglaterra.
Para quê?
Ora, para nos fazer aceitar, mais fácil, sermos um tipo de colônia dos Estados Unidos, que "teria tido mais sorte" em ter sido colonizado pela Inglaterra, mas que agora poderíamos "imitar", sendo colônia da colônia dela!
Um processo que consiste em falar mal o dia inteiro, do Brasil, pela boca de centenas de "jornalistas" e "colonistas" regiamente pagos por prêmios, concursos e convênios de universidades americanas com seus jornais de origem.
Um processo que nos leva a odiar ter nomes como Ferreira, Lobo, Oliveira e não Smith, Lee ou Carter.A não valorizar nosso próprio país, nossos costumes, nossos heróis, nossa língua, nossa forma calorosa e afetiva de tratar o diferente e principalmente, ao estrangeiro.
Um processo de lavagem cerebral que nos ensina a principalmente, a odiar a verdadeira mistura de raças que é o Brasil, apontando-a inclusive, como a fonte de nossa desgraça. Quando o mundo inteiro saúda e reconhece com enorme vantagem competitiva do Brasil.
Maitê nada mais fez do que, em público e ao vivo, repetir aquilo que não só as suas decadentes colegas de programa na Globo, mas mesmo nossas vetustas mestras, coitadas, já tinham que nos dizer, desde que éramos pequenos: ser descendentes de Portugal é a fonte de todos os nossos males.
Fruto da dominação cultural e ideológica a que sempre esteve submetido o Brasil, que Nelson Rodrigues tão bem chamou de "complexo de vira-lata", aprendemos entre uma lição de Historia e outra que todo nosso atraso vem do fato de termos sido colonizados por portugueses "criminosos, degredados, siflíticos, assassinos" .
Enquanto isso, para os Estados Unidos, segundo nossos livros didáticos, teriam sido mandados piedosos "protestantes perseguidos em seu país", todos "peregrinos religiosos"do Mayflower, que confraternizaram no dia de ação de graças comendo um peru presenteado por seus amigos índios, com quem se davam maravilhosamente bem.
Segundo essa surrada tese racista, seria do próprio povo e não da elite brasileira, a culpa dos 502 anos de desgoverno em que essa elite governou sozinha, como quis. Mandando até naquilo que nossas crianças, como eu e a Maitê já fomos um dia, iriam aprender na escola.
Daria assunto para muitos artigos desmentir todas essas teses racistas, anti-brasileiras, mas vou tentar desmentir pelo menos duas delas.
A mais importante delas é que se Brasil e Estados Unidos foram descobertos quase na mesma época, porque razão o Brasil é assim e os Estados Unidos são a maior potência da Terra que já existiu?
Eles gostam de explicar que isso se deve a que os Estados Unidos foram colônia da "Old Albion", da gloriosa Inglaterra, composta unicamente de orgulhosos anglo-saxões, uma "raça pura" enquanto que nós, ora fomos apenas um quintal mal explorado e bagunçado de um reinozinho de segunda, plantado na ponta da Europa, que já era uma mistura de godos, visigodos, suevos, árabes, romanos, lusitanos, etc...
Vamos aos fatos.
Abra o Google e coloque as palavras entre aspas "english pirate" e anote o numero de verbetes que irá localizar. Eu encontrei 65.440 páginas. Agora coloque "american pirate" e verá 78.900 páginas. Tecle "portuguese pirate". Eu encontrei 13.800 verbetes. O que isso significa? Quase nada? Significa apenas, amigos leitores, que nossa "História"não conta mas o processo de acumulação pré-capitalista que permitiu à Inglaterra e Estados Unidos acumularem riquezas para construir uma marinha mercante e de guerra que lhe permitisse a supremacia dos mares, foi construída e acumulada, em grande parte, pela repugnante atividade da PIRATARIA, principalmente contra navios portugueses e espanhóis.
E inglês? Você lembra de quem era "Sir" Francis Drake, The Queen's Pirate?
A pirataria nos Estados Unidos e Inglaterra era tão comum que a própria rainha Elizabeth I tinha-o como seu próprio pirata para roubar e matar por ela. Isso também está nos livros. Mas nossas escolas e professoras não contam. Até hoje.
Aos que duvidarem faço um desafio: digam o nome de um único pirata português. Não vão encontrar. Pode ser até que tenham existido. Mas eram perseguidos e capturados pelo estado português e não nomeados como cavalheiros , ou "Sir", como foi Drake , um verdadeiro monstro de crueldade, nomeado pela própria rainha da Inglaterra, que o contratou.
Vamos à outra grande mentira: a Inglaterra era a salvadora dos negros escravos, que os odiosos portugueses comercializavam.
Novamente vamos aos fatos. Ao Google novamente.
Escrevam lá : "irish slavery" e verão 16.800 verbetes.
Se explorarem um pouco as páginas que abrir-se-ão diante de seu solhos, vão saber de algo que nunca foi dito em nenhum livro de historia brasileiro: os ingleses não só foram os que iniciaram o tráfego de escravos da África para a América do Norte e do Sul, mas foram os ingleses que iniciaram o tráfego de brancos.
Já por volta de 1640, por ordem do rei e depois de Cromwell, o ditador da república inglesa, foram expulsos de suas casas, aprisionados e vendidos como escravos mais de 330.000 irlandeses, homens, mulheres e crianças.
Ainda em 1800, enquanto os ingleses "patrulhavam as águas do Brasil, à busca de libertar escravos", na Irlanda, meninas e moças eram aprisionadas em casa e vendidas como escravas no norte da África, por mercadores apoiados pelas tropas britânicas.
Ou seja, a riqueza da Inglaterra também veio de roubar a terra, as plantações, as casas, as estradas, pontes, igrejas, castelos da Irlanda e vender seus homens, mulheres e crianças para fazendeiros, amigos de piratas, ou eles próprios piratas, estabelecidos como nobres no "Novo Mundo Inglês".
Duvidam? Experimentem clicar: why is irish slavery is never talked about.
Maitê Proença não é culpada das grosserias e baixarias que cometeu. Ela é apenas mais uma vítima das elites intelectuais do Brasil e da mídia que a serve-utiliza cujo único objetivo é manter-nos eternamente com a "moral baixa".
Uma mídia que deseja que não saibamos o grande país que temos, o excelente conceito que nossos técnicos, profissionais, empresas, artistas, escritores, cientistas têm lá fora.
Uma mídia mais do que racista: anglófila e americanófila, que detesta não só tudo que seja português, mas que tenha qualquer origem latina.
Para quê isso? Ora para dominar-nos mais facilmente, explicando por nossa origem de sangue nossas desigualdades sociais e não pelo domínio de uma elite má, egoísta, cheia de soberba e politicamente mesquinha e atrasada.
Num outro artigo volto ao tema para mostrar, com endereços de pesquisa na web, mais verdades que nos tem sido encobertas nos últimos 502 anos.
Aproveitem e pesquisem bem as dicas que deixei acima. Vocês irão ter um baita susto, garanto.
Ainda bem que agora existem essas ferramentas de busca!
Aproveitem meninos e meninas!Não deixem a mídia golpista fazer com vocês o que fez com a Maitê Proença! "
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/12/ofensas-aos-portugueses.html
-" Homens maduros " - 09Dez2009 15:02:00
Há uma indisfarçável e sedutora beleza na personalidade de muitos Homens que hoje estão na idade madura.É claro que toda regra tem suas exceções, e cada idade tem o seu próprio valor. Porém, com toda a consideração e respeito às demais idades, destacaremos aqui uma classe de Homens que são companhias agradabilíssimas: Os que hoje são quarentões, cinquentões e sessentões.Percebe-se com uma certa facilidade, a sensibilidade de seus corações, a devoção que eles tem pelo que há de mais belo: O sentimentalismo.Eles são mais inteligentes, vividos, charmosos, eloqüentes. Sabem o que falam, e sabem falar na hora certa. São cativantes, sabem se fazer presentes, sem incomodar. Sabem conquistar uma boa amizade.Em termos de relacionamentos, trocam a quantidade pela qualidade, visão aguçada sobre os valores da vida, sabem tratar uma mulher com respeito e carinho.
São Homens especiais, românticos, interessantes e atraentes pelo que possuem na sua forma de ser, de pensar, e de viver. Na forma de encarar a vida, são mais poéticos, mais sentimentais, mais emocionais e mais emocionantes.
Homens mais amadurecidos têm maior desenvoltura no trato com as mulheres, sabem reconhecer suas qualidades, são mais espirituosos, discretos, compreensivos e mais educados.
A razão pela qual muitos Homens maduros possuem estas qualidades maravilhosas deve-se a vários fatores: A opção de ser e de viver de cada um, suas personalidades, formação própria e familiar, suas raízes, sabedoria, gostos individuais, etc...Mas eu creio que em parte, há uma boa parcela de influência nos modos de viver de uma época, filmes e músicas ouvidas e curtidas deixaram boas recordações de sua juventude.
Um tempo não tão remoto, mas que com certeza, não volta mais. Viveram sua mocidade (época que marca a vida de todos nós) em um dos melhores períodos do nosso tempo: Os anos 60/70. Considerados as "décadas de ouro" da juventude, quando o romantismo foi vivido e cantado em verso e prosa.
A saudável influência de uma época, provocada por tantos acontecimentos importantes, que hoje permanecem na memória e que mudaram a vida de muitos.Uma época em que o melhor da festa era dançar coladinho, e namorar ao ritmo suave das baladas românticas. O luar era inspirador, os domingos de sol eram só alegrias.
Ouviam Beatles, Johnny Mathis, Roberto Carlos, Antônio Marcos, The Fevers, Golden Boys, Bossa Nova, Morris Albert, Jovem guarda e muitos outros que embalaram suas "Jovens tardes de domingo, quantas alegrias! Velhos tempos, belos dias".
Foram e ainda são os Homens que mais souberam namorar: Namoro no portão, aperto de mão, abraços apertadinhos, com respeito e com carinho. Olhos nos olhos tinham mais valor... A moda era amar ou sofrer de amor.
Muitos viveram de amor... Outros morreram de amor... Estes Homens maduros de hoje, nunca foram Homens de "ficar". Ou eles estavam namorando firme, ou estavam na "fossa", ou estavam sozinhos. Se eles "ficassem", ficariam para sempre... ao trocar alianças com suas amadas. Junto com Benito de Paula, eles cantaram a "Mulher Brasileira, em primeiro lugar!"A paixão pelo nosso país, era evidente quando cantavam: " As praias do Brasil, ensolaradas, no céu do meu Brasil, mais esplendor... A mão de Deus, abençoou, Mulher que nasce aqui, tem muito mais Amor... Eu te amo, meu Brasil, Eu te amo... Ninguém segura a juventude do Brasil... sil... sil... sil..."
A juventude passou, mas deixou "gravado" neles, a forma mais sublime e romântica de viver.
Hoje eles possuem uma "bagagem" de conhecimentos, experiências, maturidade e inteligência que foram acumulando com o passar dos anos.
O tempo se encarregou de distingui-los dos demais: Deixando os seus cabelos cor-de-prata, os movimentos mais suaves, a voz pausada, porém mais sonora. Hoje eles são Homens que marcaram uma época.Muitos deles hoje "dominam" com habilidade e destreza essas máquinas virtuais, comprovando que nem o avanço da tecnologia lhes esfriou os sentimentos pois ainda se encantam com versos, rimas, músicas e palavras de amor. Nem diminuiu-lhes a grande capacidade de amar, sentir e expressar os seus sentimentos.
Muitos tornaram-se poetas, outros amam a poesia. Por que o mais importante não é a idade denunciada nos detalhes de suas fisionomias, e sim os raros valores de suas personalidades.
O importante é perceber que os seus corações permanecem jovens...São homens maduros, e que nós, mulheres de hoje, temos o privilégio de poder admirá-los.
© Lisiê Silva(28/01/03) « http://lisiesilva.com/ »(Direitos autorais reservados à autora)
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/12/homens-maduros.html
-" Em nome da Pátria " - 09Dez2009 14:54:00
Um livro da autoria de Brandão Ferreira
Três décadas após o fim da guerra colonial, Brandão Ferreira questiona no livro "Em Nome da Pátria" se os portugueses travaram uma "Guerra justa" e se tinham o direito de a fazer e conclui que a descolonização enfraqueceu o país.
O livro, com quase 600 páginas, foi lançado no passado mês, na Academia Militar, em Lisboa, pela Publicações D. Quixote.
No prefácio, o professor universitário Adriano Moreira recorda que "foi o elo militar o definitivamente atingido pela fadiga, e a decisão, do centro do poder que deslizou para as bases, foi a de colocar um ponto final na guerra, logo com o apoio ao regime político mas inevitavelmente com o efeito colateral de colocar um ponto final no conceito estratégico secular".
Para Brandão Ferreira, não é surpreendente que, três décadas depois de terminada a guerra colonial (1961-1975), "a nossa sociedade se encontre completamente dividida em relação àquilo que se passou e à verdadeira interpretação a dar aos complexos acontecimentos então vividos".
No entender do autor, impõe-se "conseguir um conjunto elaborado de conhecimento que permita que a nação portuguesa caminhe para um futuro assente em bases sólidas e verdadeiras e não sobre falsos postulados".
O tenente-coronel piloto-aviador Brandão Ferreira, 56 anos, é um militar de transição entre dois regimes políticos. Estava ainda na Academia Militar quando ocorreu o 25 de Abril de 1974 e seguiu depois para os Estados Unidos. Esteve 27 anos na Força Aérea e foi adido de Defesa na Guiné-Bissau, Senegal e Guiné-Conacri.Nunca combateu na guerra colonial mas os valores que professa no livro (Pátria, um Portugal do Minho a Timor) são os dessa época.
Os seus princípios parecem inabaláveis: "Por aquilo que é secundário, negoceia-se; pelo que é importante, combate-se; pelo que é fundamental, morre-se»
No seu entender, com a descolonização, os portugueses perderam "liberdade estratégica" e ficaram "enfraquecidos e divididos como comunidade".
Apesar de declarar que não pretende impor "uma linha de pensamento único" mas sim reflectir sobre o tema, Brandão Ferreira opina que "Portugal fez uma guerra justa e, além disso, tinha toda a razão do seu lado". Admite, contudo, que «a guerra é sobretudo uma luta de vontades.
No livro, Brandão Ferreira rejeita "Nega" que a guerra fosse insustentável, nomeadamente devido ao número de baixas portuguesas: «A verdade é que, por ano, morria mais gente nas estradas de Portugal Continental do que nas três frentes de luta em África", sustenta."Será mais digno combater no Afeganistão que no Estado português da Índia? No Líbano que em Angola? Na Bósnia que na Guiné-Bissau? No Kosovo, que em Moçambique? São estes os novos ventos da história?" - pergunta.
LUSA ? 26.10.2009
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/12/em-nome-da-patria.html
-"A traição também aconteceu em Moçambique " - 09Dez2009 14:31:00
Estas não são novidades...MAS CONVÉM LEMBRAR DE QUANDO EM VEZ....Ler para acreditar...
VASCO GONÇALVES DÁ EXEMPLO DA FRELIMO:"Não cortaram o pescoço a Joana Simeão, mandaram-na para um Campo de Trabalho'..."?VASCO GONÇALVES DISCURSA EM ALMADA
O ?DIÁRIO DE NOTÍCIAS? de 12 de Agosto de 1974 publica a intervenção de Vasco Gonçalves na última Assembleia do MFA. ?Uma importante alocução sobre a dinâmica revolucionária do processo português?, é como o matutino apresenta o texto, considerado ?o retrato de um verdadeiro revolucionário?.
Numa referência clara às declarações de Otelo sobre o Campo Pequeno, Vasco Gonçalves dá o exemplo da FRELIMO, ?que não cortou o pescoço à Joana Simeão: mandou-a para um Campo de Trabalho, que é o que a gente precisa de fazer aí a uma quantidade de gente. Não é mandá-los para as prisões, mas é mandá-los para um Campo de Trabalho?. (?)Transcrição do livro ? OS LOUCOS DIAS DO PREC?, Autoria: Adelino Gomes e José Pedro Castanheira ? Lisboa 2006Página 248.
NOTAS:
Otelo Saraiva de Carvalho, um dos responsáveis pelo golpe de 25 de Abril de 1974, que derrubou o regime ditatorial de Marcello Caetano, em meados de 1974, ameaçou a ?reacção?, constituída pelos partidos moderados ou de direita de os ?internar no Campo Pequeno?, numa alusão ao que foi efectuado no Chile por Pinochet, quando em 1973 derrubou o governo de Allende !!!Vasco Gonçalves, então primeiro-ministro do governo provisório português e um dos mais influentes militares do MFA, adorava o exemplo da FRELIMO e na sequência das declarações de Otelo, exaltava a acção da guerrilha moçambicana, que numa tremenda acção repressiva contra toda a oposição interna, com a participação directa e conivência das autoridades administrativas policiais e militares portuguesas, prendeu e remeteu para Nachingwea dezenas de quadros militares e políticos que se lhe opunham, tendo posteriormente transferido estes para os ?Campos de Reeducação?, ou melhor, de ?Concentração?, onde eram sistematicamente interrogados, torturados e que acabaram por ser assassinados sem qualquer processo judicial, sem respeito pelos direitos humanos e de defesa a que todos os seres têm como garantidos pela Carta dos Direitos do Homem.
Como se sabe, há muitos anos, os opositores moçambicanos foram fuzilados e os seus corpos desapareceram, seguindo directrizes ao mais alto nível do Estado moçambicano, FRELIMO e do próprio Samora Machel, sem qualquer respeito pelos familiares e sem que ainda hoje assumam esses actos.
Eram pois estes actos que Otelo e Vasco Gonçalves ambicionavam implantar em Portugal !!! Felizmente que foram combatidos de forma eficaz e a história se encarregará de os julgar.
Casimiro Serra in "Moçambique para todos"
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/12/traicao-tambem-aconteceu-em-mocambique.html
-" Autor russo revela confidências de Alto-comissário em Angola " - 09Dez2009 12:24:00
"Alto-comissário português favoreceu MPLA durante transição para a independência.""Contrariamente ao que se julgava, o Almirante Rosa Coutinho, que após o golpe de 25 de Abril de 1974 em Portugal foi nomeado alto-comissário português em Angola, não foi o único a favorecer o MPLA na tomada do poder pela força em Luanda à revelia do Acordo de Alvor que previa a realização de eleições livres.
Leonel Cardoso, que viria a substituir Rosa Coutinho no cargo de alto-comissário português, desempenhou na prática um papel igualmente pernicioso para o futuro do novo Estado independente.
De acordo com Vladimir Shubin, autor do livro, «The Hot Cold War ? the USSR in Southern Africa», em Outubro de 1975, cerca de um mês antes da proclamação da independência de Angola, Leonel Cardoso convidou Igor Uvarov, oficial russo que trabalhava sob a capa de correspondente da agência TASS em Luanda, para uma conversa, tendo-lhe confidenciado que ?Portugal deparava com um problema: a quem deveria transferir o poder em Angola.? Cardoso disse ainda a Uvarov que ?no dia anterior, as autoridades portuguesas em Angola haviam informado o Bureau Político do MPLA de que não poderiam transferir o poder apenas para este movimento, mas que teria de faze-lo para ?o povo angolano??.O autor do livro revela que Leonel Cardoso pediu a Uvarov para que ?enviasse uma mensagem a Moscovo no sentido da União Soviética influenciar o MPLA de forma a que a transferência de poderes fosse de ?natureza conjunta??, para depois fazer recordar ao correspondente da TASS que ?anteriormente as tropas portuguesas haviam ajudado o MPLA a expulsar de Luanda unidades da FNLA e da UNITA?. Leonel Cardoso chegou mesmo a dizer que ?caso os dirigentes da FNLA e da UNITA viessem a Luanda para a cerimónia de transferência de poderes, estas organizações poderiam ser ?decapitadas?.?
No livro, Shubin cita Sérgio Vieira, antigo chefe da polícia política, SNASP, como tendo revelado que o regime da Frelimo também deu o seu aval à violação do Acordo de Alvor, favorecendo a tomada do poder pela força por parte do MPLA, enviando para Luanda uma peça de artilharia, vulgo órgão de Stalin, que, conjuntamente com outras peças idênticas fornecidas por Moscovo, permitiram às tropas de Agostinho Neto impedir que forças fiéis a outros movimentos entrassem na capital angolana para a proclamação da independência.
"CANALMOZ ? 03.11.2009
NOTA : Razão tem Osiris ao afirmar no texto que publicou em 10 do corrente em «http://osirislux.blogspot.com/ »que as FA têm a obrigação de se depurarem levando a Tribunal quem traiu o povo português.
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/12/autor-russo-revela-confidencias-de-alto.html
-" Ficheiros secretos da descolonização de Angola " - 09Dez2009 12:09:00
Este livro da jornalista Leonor Figueiredo veio reactivar um problema da sociedade portuguesa que ainda se encontra por resolver.Para quem não leu o livro, passo a transcrever trechos da "Introdução" e da "Conclusão" que, por si só, são bastante esclarecedores.
"Este livro aconteceu por acaso, quando trabalhava na reconstituição da vida de meu pai" (...que vivia em Angola) "até desaparecer em Julho de 1975.
...A maioria da documentação governamental e militar da Descolonização de 1975 (que não foi destruída) não está, sequer, seleccionada ou encontra-se, cautelosamente, « classificada ». Deparei com documentos importantes onde apenas li parte da informação, porque o nome (ou nomes) dos responsáveis ou visados tinham sido, antecipadamente, riscados na fotocópia.
...Foi nesta viagem ao passado, em busca de factos com mais de três décadas, que deparei com uma lista oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros com nomes de portugueses desaparecidos em Angola ( fenómeno único entre as ex-colónias africanas ), assim como de cidadãos raptados e encarcerados pelo MPLA, muitos antes da independência proclamada, unilateralmente, em Luanda por este movimento a 11 de Novembro de 1975.
...Durante as entrevistas fui surpreendida pela história dos bastidores do MPLA, meio ano antes da independência: o movimento tinha uma rede de prisões clandestinas, em casas particulares, onde aprisionava os portugueses que raptava, com a colaboração da Polícia Judiciária de Angola e de militares das Forças Armadas Portuguesas.
Chocou-me a forma como o VI Governo Provisório (do primeiro-ministro Pinheiro de Azevedo) os deixou lá, embora o assunto fosse do tempo e do conhecimento dos IV e V Governos Provisórios de Vasco Gonçalves.
...mas o MPLA suprimiu-os (os prisioneiros portugueses) da lista dos que estavam autorizados a deixar Angola. E os militares portugueses acataram tal decisão. (É de pasmar).
...Perante isso ( o pedido de evacuação para Portugal ) , o ao tempo capitão( hoje tenente--general ) Cipriano de Sousa Fernandes Alves e o seu distinto camarada ( o então capitão miliciano ) Manuel Estima, viraram as costas e foram embora....O major Henrique Viegas da Silva....serviço na Informação do Coplad em Luanda...
...Três altos responsáveis ficaram depositários da informação sobre a situação dos portugueses. Eram o alto-comissário Leonel Cardoso, o representante diplomático Teixeira da Mota, e o comandante do Coplad Heitor Almendra (hoje, major-general)....António Belo , naquela altura secretário da comissão do MFA em Angola...
O major-general Passos Ramos, que em 1975 chefiava o gabinete de Angola na Presidência da República...
O então comandante da Polícia Militar em Luanda, coronel Moreira Dias, disse desconhecer ( ? ) igualmente a existência deste grupo esquecido.
O general Gonçalves Ribeiro, responsável na época pelo secretariado do Alto-Comissário em Angola, afirmou « acho inaceitável que lá tenham deixado presos portugueses ».
O general Altino de Magalhães assistiu às prisões políticas de Rosa Coutinho (chamado de Almirante Vermelho)."
O livro termina indicando os nomes de :
- 263 portugueses desaparecidos em Angola;
- 30 portugueses raptados e presos pelo MPLA, antes da independência;
-338 portugueses presos depois da independência ( embora isto seja outra questão ).
Depois de ler este livro com o vómito na garganta, desencadeiam-se várias questões no meu espírito!...Mas há três que se sobrepõem, gritantemente, a todas elas:
- como foi possível isto ter acontecido num território sob administração portuguesa ?...
- foi, incorporados nestas Forças Armadas e confiando na integridade moral dos seus chefes, que milhares de jovens, morreram ou ficaram estropiados ou viram o seu futuro hipotecado ?
- para quando a atribuição de responsabilidades ? Os nomes estão aí e os documentos também!...
Nota: os destaques são de minha autoria.
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/12/ficheiros-secretos-da-descolonizacao-de.html
-" Marca da Besta e os Quatro Cavaleiros do Apocalipse " - 01Nov2009 13:02:00
E sendo oriundos da classe proletária no final da idade negra não deixam mesmo dúvidas do que pretendem, e ao que vieram...
Principalmente no momento em que o reinado da besta e o 666 escrito na testa com todas as letras e números, principalmente números, os produtos dos institutos de pesquisa...
A expressão da besta que em cada época adota formas diferentes, neste momento os institutos de pesquisa e a mídia são quem imprime na testa os cavaleiros dos 666...
E é assim que esses institutos e a mídia pregam na testa os signos da besta, no ato e na altura em que criam com índices manipulados o que seus financiadores pretenderem...
A besta tem números e as bestas quadradas humanas são essas que ouvimos forçadamente todos os dias num palanque móvel e com forte cheiro de álcool a mentir descaradamente outros índices...E também impropriamente usurpando e se apoderando dos feitos de outros sucedidos.
E a imprensa, que perdeu o signo da imparcialidade adota também os números da besta em troca do financiamento forçado...E numa babel tremenda um batalhão de reportares atrás de um idiota que fala besteiras e impropriedades e nem serve sequer de palhaço... Que ao contrário de uma figura engraçada é trágica a sua presença...
Está nele muito clara a besta com os números...
E a revelação do profeta está baseada em números... 666 que é também um número cabalístico por excelência... Três vezes o Seis...Que vai muito para além de um simplista 18 lunar...Vai sim!Vai por estar com tudo que precisa e andar mesmo por aí com todas as letras e números. Com as marcas do passado e tudo inclusive a lis, pobre lis tão arrogante e pérfida figura...
Numa confluência de forças num país maravilhoso realmente gigante por natureza, em todos os sentidos...E que um anão espiritual com o 666 na testa quer porque quer que acreditemos que ele o inventou...Um anão também mental querendo apoderar-se de um gigante continental!Acorda pequeno!
Cale-se malfeitor das palavras!
Até a língua tem de ser castigada? Já não bastam os números?
Ah pequeno anão com a marca na testa! Mal deste conta de maldizer quem de fato fez o gigante, gigante!
Também? Como um anão ainda que membro da besta que nem serve de cavaleiro digno de um apocalipse poderia fazer qualquer coisa que arranhasse sequer o Gigante?
Só mesmo a besta criada pelos institutos de pesquisa confunde o povo mais humilde, que acha que o ruim está bom...
Mas não se mente para todo mundo o tempo todo nem só de pão vive o homem...Mesmo o mais humilde que por ora se contenta com uma esmola...
( Publicado por Júlio Teixeira Lima em "Rosa dos Ventos" )
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/11/marca-da-besta-e-os-quatro-cavaleiros.html
-" Para Meditar em Sol Maior..." - 01Nov2009 12:10:00
?Bene?, ou melhor o seu Bene, um senhor de 51 anos chamado Benedito sem um tostão no bolso, nem ele nem a família, fazendo parte de uma encenação para o programa ?lata velha? do Luciano Huk, do Caldeirão revelou uma alma linda, maravilhosa, cristalina e pura...Além de se ter revelado um excelente cantor.
Luciano ficou maravilhado com ele.
E eu também e me lembrei do lula da silva. Aliás, tudo que é bom bem e belo me lembra o seu oposto, e lula da silva como sua expressão mais legítima.
Uma verdadeira aberração humana.
Lembrei-me também de Alexandre, o Grande e Diógenes, naquele episódio em que pedia ao Grande para não lhe tirar o que não poderia dar... A luz do sol que naquele momento encobria com sua sombra...
E alguém num comentário a Diógenes qualificou de bobalhão inútil. E naturalmente exaltou Alexandre.
O que se pode dizer do Canino Ser que viveu miseravelmente pela busca do conhecimento?Pobre ser esse que te vê ainda hoje como um bobalhão inútil!
Bendito é o seu ?Bene? que num país tão rico e apodrecido politicamente assiste com um sorriso no rosto a seu carro ser transformado e à sua voz reconhecida!
Alegria senhor Bene! Essa tragédia humana chamada lula da silva em último caso haverá de morrer! Mas o senhor com essa alma bela rodeado de sua família com esse sorriso ingênuo no rosto confessando não ter um tostão nem bolso nem em casa, jamais morrerá nesse instante universalizado na luz que o imprimiu no Cosmo.
Mas quanta distância o separa dessa besta fera lula da silva!
Quanta distância?... A mesma entre o céu e o inferno.
Para meditar...
(Publicado em "Rosa dos Ventos" por Júlio Teixeira Lima. )
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/11/para-meditar-em-sol-maior.html
-" O coração de D. Pedro I, do Brasil, IV de Portugal " - 01Nov2009 11:56:00
A urna onde se encontra o coração do monarca guerreiro, foi feita à imagem e semelhança da urna original, que também se encontra em exposição na Lapa, e que o transportou de barco desde Lisboa até ao Porto em 1835.
O coração está, devidamente, conservado em formol e formatado por um fio invisível que o mantém quase intacto e na sua forma original. O tamanho exagerado que muitos lhe atribuem é justificado pelos médicos, em primeiro lugar, pelo formato do recipiente (um vidro concavo) responsável pela ilusão de óptica, que se desfaz quando este é observado a partir de cima. Por outro lado, de acordo com os próprios dados históricos, D. Pedro sempre foi reconhecido pelo seu porte atlético e guerreiro, que poderá ter sido responsável pelo tamanho do seu coração e que poderá ter atingido os 500 gramas, mais alguns do que o "normal". Por último, é igualmente plausível que o método de conservação também contribua, em parte, para um ligeiro aumento de volume.
O coração de D. Pedro é observado com uma periodicidade de cerca de dez anos para verificação do seu estado de conservação, como aconteceu este ano com a presença do Presidente da Câmara Municipal que fez questão de assistir a este acto, de forte carga histórica e simbólica para a cidade. Esta visita serviu para verificar o seu estado, mas também para mostrar à cidade que o verdadeiro coração de D. Pedro IV continua religiosamente guardado e intocável, renovando assim a sua ligação histórica ao Porto e silenciando aqueles que questionam a sua real existência, acreditando que se trata apenas de uma lenda, ou melhor de uma simbologia, que a cidade perpetuou e da qual tanto se orgulha.
A urna com o coração do monarca encontra-se guardada na própria igreja, próximo do altar-mor, numa cavidade específica para esse efeito, resguardada por uma placa de metal, onde se pode ler as seguintes inscrições, a primeira em Latim e a segunda em Português:
"D. Pedro, Duque de Bragança, fundador da liberdade pública, seu doador e vingador havendo, por impulso da Divindade e com a sua grandeza de alma, aportado às praias do Porto e tendo ali, com o seu exército e pela grande e quase incrível ajuda que lhe prestaram os Portuenses, vingando ao mesmo tempo e com justas armas, a Portugal, tanto de tirano que o oprimia como de toda a sua facção, elegendo o Duque, por isto mesmo, e ainda em vida, aquele lugar onde tão magnanimamente expôs a própria vida pela Pátria, para nela, depois da morte descansar o seu Coração, Amélia Augusta, amantíssima consorte do Duque, querendo, de boa vontade, cumprir o voto de seu Esposo, colocou, reverentemente, nesta urna, os despojos mortais do Coração de seu marido". ( O vídeo que se encontra a seguir, testemunha a veracidade do que acima ficou dito, vendo-se, perfeitamente, o coração. A inscrição, que no vídeo é lida de forma quase imperceptível é a que acima se transcreve em itálico).
A inscrição em Português reporta-se a uma proclamação dirigida por D. Pedro IV ao povo portuense, aquando da sua última visita à Invicta em 1834:
"...Eu me felicito a mim mesmo por me ver no teatro da minha glória, no meio dos meus amigos Portuenses, daqueles a quem devo, pelos auxílios que me prestaram durante o memorável sitio, o nome que adquiri, e que honrado, deixarei em herança aos meus filhos"
.Dois anos antes, D. Pedro IV tinha comandado as forças liberais no histórico Cerco do Porto (1832-1833). D. Miguel chega ao poder em 1828. O Porto revolta-se imediatamente. As revoltas liberais sucedem-se, mas só com a adesão de D. Pedro ao movimento, este ganha verdadeira consistência. A 8 de Julho de 1832, D. Pedro, depois de ter abdicado do trono do Brasil, do qual foi o seu primeiro Imperador em 1822, desembarca em Pampelido, para tomar a cidade do Porto.
A população simpatiza com os liberais. Os confrontos entre absolutistas e liberais deixam a cidade completamente arruinada. Foram tempos de horror e carnificina. A peste, a fome e a guerra provocam horríveis destroços nos habitantes do Porto. O cerco termina com a vitória dos liberais e a aclamação da filha de D.Pedro IV, D. Maria II, como Rainha de Portugal.
D. Pedro IV faleceu em Queluz, a 24 de Setembro de 1834, tendo decidido doar o seu coração à cidade do Porto que tão bem o acolheu e com ele lealmente lutou contra as forças absolutistas do seu irmão D. Miguel. O coração de D. Pedro chegou ao Porto em Fevereiro de 1835, tendo sido recepcionado pelo então Presidente da Câmara, Vicente Ferreira de Novais.
D. Maria II viria, na sequência do importante papel que o Porto desempenhou nesta decisiva época da nossa História, a conferir-lhe o título de Invicta em 14 de Janeiro de 1837, ficando, assim, até hoje como a "Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal, Invicta Cidade do Porto".
No edifício da Câmara Municipal, encontram-se as pinturas a óleo de D. Pedro IV, de seu pai D. João VI e de sua filha D. Maria II, e no Gabinete do Presidente da Câmara do Porto estão, agora com mais destaque e visibilidade, as chaves do coração do Monarca e que podem ser vistas durante as visitas guiadas aos Paços do Concelho que têm lugar nos primeiros dois domingos de cada mês.
P.S. ? No museu do Núcleo do Porto da Liga dos Combatentes, sediado na Rua Formosa, pode ser visto um espadim que foi oferecido a D. Pedro pela população da cidade, durante o cerco, o qual já tem a inscrição ? D. Pedro Rei de Portugal?.
(Texto adaptado a partir de material enviado por Carlos Jorge Mota retirado da revista da CMP)
Nota :
o vídeo pode ser visto em « http://rosadosventosvideo.blogspot.com »
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/11/o-coracao-de-d-pedro-i-do-brasil-iv-de.html
Círio de Nazaré - 11Out2009 13:18:00
Para saber mais sobre o Círio de Nazaré.
Em 2008 escrevi um texto sobre o Círio no blog http://adrianacostaweblog.wordpress.com/
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/10/cirio-de-nazare.html
"Pixote - A lei do mais fraco", filme de Hector Babenco - 01Out2009 01:30:00
Cena do filme "Pixote - a lei do mais fraco" de Hector Babenco, 1981.
Ficha técnica (wikipédia):
Elenco
Fernando Ramos da Silva .... Pixote
Marília Pera .... Sueli
Jorge Julião .... Lilica
Gilberto Moura .... Dito
Edílson Lino .... Fumaça
Zenildo Oliveira Santos .... Chico
Cláudio Bernardo .... Garotão
Israel Feres David .... Roberto Pie de Plata
José Nílson Martins dos Santos .... Diego
Jardel Filho .... Sapatos Brancos
Rubens de Falco .... juiz
Elke Maravilha .... Débora
Tony Tornado .... Cristal
Beatriz Segall .... viúva
Ariclê Perez .... professora
Principais prêmios e indicações
Globo de Ouro 1982 (EUA)
Indicado na categoria de melhor filme estrangeito.
Festival de Locarno 1981 (Suíça)
O diretor Babenco recebeu o Leopardo de Prata.
Festival de San Sebastian 1981 (Espanha)
Recebeu o Prêmio OCIC.
Prêmio NYFCC 1981 (New York Film Critics Circle Awards, EUA)
Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro.
Cena do filme "Quem matou Pixote?" de José Joffity, 1996.
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/09/pixote-lei-do-mais-fraco-filme-de.html
-"A Vida Una" - 29Set2009 17:20:00
De qualquer maneira vale a pena cumprir a vida. Só não se deve vivê-la aos empurrões, sem qualidade e com a vontade fraca para exercê-la plenamente. Porquanto é relativo o conceito de que (vale a pena a vida de qualquer jeito), só porque se esteja a respirar e a fazer movimento. Onde não houver condição de higiene e as pessoas miseravelmente vivam, não se pode exigir respeito às leis das quais sequer têm noções; nem aí se deve esperar inteligência superior para a vida integral compreender.Mas não por isso nem por incapacidade e falta de vontade política se as condene à indigência eterna! Pois assim como o Lótus é sagrado devido a sua beleza e ao ambiente em que floresce, poderá também da classe mais pobre surgir a mais bela expressão do gênero humano, em bondade e inteligência! E se lhes for oferecida uma condição mínima, quem já vencera tantas dificuldades mais do que de outro lugar daí poderão surgir grandes seres, grandes esportistas, grandes almas destinadas a conduzir outras almas menores a fugirem da miséria extrema, ou da opulência e soberbia mortíferas.Pois raras vezes, muito raras vezes mesmo têm surgido grandes almas dos ambientes mais fartos e ricos... Urge então olhar ao longe sem travas mentais e sem preconceitos, para se ver a vida universal em perfeita e absoluta unidade, pouco importando se em conceitos e múltiplas fórmulas se a tente repartir.Intrinsecamente como ela é inseparável em sua unidade perfeita, quanto mais os homens da ciência materialista e da filosofia moderna a tentarem repartir, mais dela se afastarão e de seu predicativo imperioso, pelo qual ela se manifesta a iluminar de inteligência e gradativamente a criar em si mesma um núcleo de consciência em cada sujeito, e assim se transformar em múltiplas consciências. E devido a sua natureza Una, também Uno se tornará aquele centro, na mesma medida em que se expandir, para daí resultarem raros, mas gigantes espirituais.Todavia enquanto estágio material mais instintivo do que inteligente precise muito de frações e pequenas partes a fim de se a compreender, em contrapartida adquire vícios, não podendo então viver sem pesos, medidas, ideologias, crenças, medos e traumas, de tal sorte que ao tentar deles se libertar caminha e cresce... E enquanto caminha regida por códigos cujas leis surgem e vão sendo incorporadas através dos usos e dos costumes do povo, acrescentar-se-lhe-ão ao primordial código atribuído a Hamurabi, que certamente tivera a inspiração divina enquanto cânone das leis, assim como outras ordens em todas as ciências regulam medidas, formas, práticas médicas, expressões artísticas, etc.Visto assim o mundo e o homem que nele caminha enquanto personalidade e sem consciência da unidade da vida, percebe-se muito claramente que assim se alimenta o egoísmo; e opostamente no desapego terá a compreensão da Unidade da vida o elemento de redenção. E quando vez primeira abra os olhos para esta nova estação, defrontar-se-á com as três inquietantes perguntas da esfinge...Deste magnífico jogo que ora dará inicio, a cada resposta que tente responder, ainda que sem êxito, certamente terá ampliado os seus horizontes; de tal forma que em vez da ladainha repetitiva do crente, compreenderá a sentença cientifica do Cristo: ?amai-vos uns aos outros?. ?E ao próximo com a ti mesmo?.Pois sem dúvida consiste o mundo em tudo que nele vai animado por esta onda gigante de vida una, onde também o homem partindo e repartindo segue tentando fracioná-la, coisa impossível de na mínima fração conseguir êxito. Embora por burrice ao longo do tempo possa a si mesmo dela separar-se, repartido em muitos.
Publicada por Julio Teixeira
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/09/vida-una.html
-"Ilusão" - 29Set2009 17:08:00
ILUSÃO (no sentido ingênuo de ver as coisas)Os símbolos que pelos cinco sentidos desenvolvidos penetram em nosso interior, só aparentemente diferem por causa da ilusão das cores, das formas e do gênero... Em essência, seja de qual natureza for não guardam qualquer diferença. Desde o mais sutil perfume percebido pelo olfato à mais dura e áspera rocha percebida pelo tato, corre a mesma energia que anima e transmite a informação.Ainda que as formas concretas apresentem considerável contraste entre si, realmente a diferença está apenas na onda vibratória em que os sentidos estão habilitados; e, naturalmente, as formas ordenadas cuja identificação corre por conta do ser inteligente, que por trás delas as percebe e tem um código que as identifica.Quanto aos dois outros sentidos ainda ocultos, não é possível afirmar que seguirão a mesma lógica, por deles se esperar um estado vibratório acima da razão. Portanto também acima da lógica. Entretanto o real motivo pelo qual não se lhe poderá atribuir nenhuma função, reside nofato de serem ocultos; e assim, relativos ao futuro, ou por agora, os encobertos.E o mais que se lhe pode extrair enquanto atributo de cognição é o fato de serem universais, como universais são todas as coisas que vivam, ainda que apenas milésimos de segundo, em qualquer ambiente semelhante e também passageiro...Conquanto diversidade, beleza e harmonia das formas difiram, ainda assim oferecem maravilhoso deleite aos olhos que ante a beleza da vida, ante o sabor do paladar e do perfume ao olfato, contemplam a alma que em festa entra em êxtase.Se para tanto houver equilíbrio entre os cinco sentidos, e certo refinamento na seleção do conteúdo que se vai adquirir e consumir.E é deste entendimento que resultará o ânimo como estado psíquico leve e agradável de uma alma vivente ? raramente vista como síntese suprema e real substrato dos símbolos externos - que até ela chegam pelas janelas principais: entre as quais, repitam-se as dos cinco sentidos. Isto para que seja a alma filha legítima das circunstâncias e real herdeira de todas as experiências.Portanto, a paisagem, objeto da visão; o sabor, do paladar; o som, da audição; o perfume, do olfato e a consistência da forma pelo tato, é que dão a face singular de uma personalidade cujas facetas conferem o valor autêntico ao caráter de um ego em evolução, tendo como depositária da esperança a alma individual gerada a partir de uma energia única, universal.E desta alma, mesmo não sendo relevante ser ainda instintiva, de algum modo também participa qualquer forma de fé enquanto aqueles outros sentidos ocultos não se fazem no tempo.E quando se diz ser cada um aquilo que come, o que sente, pensa e vê... O é para que no fim já como ego individual seja o que sabe.Deste magnífico jogo entre opostos aparentes e das múltiplas formas de informação resultará um estado de consciência como síntese perfeita do ser, que vai iluminando de conhecimento e com a experiência a alma humana.Por isso admiráveis manifestações de grandeza de alguns poucos homens realmente homens, e de muitos outros chocantes contrastes de quando os egos se confrontam em completa ignorância do que seja o amalgama que a tudo e a todos une.Mas no fim é a essência única a quem uns chamam Deus, outros chamam vida, mente universal, substância... Mas que, deveras muito chocante, os filhos da ignorância ? ainda que intelectuais - chamam acaso.Todavia, estranhamente sem poderem descartar um princípio de inteligência presente em si mesmo, senão como negariam a lei, a essência única e a suprema fonte da vida?Mas se não quiserem chamar Deus de Deus não chamem, pois não é necessário chamar a essa fonte de todas as coisas de nenhum nome, porque de maneira alguma de nenhum nome carece, e também não atende a esse nem a nenhum outro chamado, seja ele chamado até por seu filho que o dizem único...
Publicada por Julio Teixeira
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/09/ilusao.html
-"Pátria Madrasta Vil" - 29Set2009 16:53:00
O texto que se segue chegou-me às mãos e não resisti em publicá-lo, por várias razões que deixo ficar ao espírito critico dos leitores, sem, no entanto, poder deixar de salientar a forma como a autora joga com as palavras e o domínio que tem sobre elas, escolhendo termos simples mas de enorme riqueza de significado.
O texto refere-se ao Brasil, mas sou de opinião que há toda a conveniência em o tornar conhecido em Portugal, principalmente em vésperas de eleições, onde estas assumem irresponsável e inconscientemente carácter clubista.
A autora chama-se Clarice Zeitel, uma estudante brasileira de 26 anos, na altura aluna do curso de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro
O texto é uma redacção que a autora enviou para o concurso com o tema ?como vencer a pobreza e a desigualdade?, organizado pela UNESCO, ao qual concorreram 50.000 estudantes universitários. O texto de Clarice foi premiado e incluído num livro com outros que se distinguiram e pode ser encontrado no sítio da Biblioteca Virtual da UNESCO.
?PÁTRIA MADRASTA VIL
Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência. .. Exagero de escassez... Contraditórios? ? Então aí está! O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade. O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome.
Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão. Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso? Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo.
Sem egoísmo. Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho? ?
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/09/patria-madrasta-vil.html
- "Descoberto o segredo da IURD" - 29Set2009 16:49:00
A IURD foi fundada por Edir Macedo em 1977. Hoje, ele e nove membros da IURD são acusados de usar dinheiro dos fiéis.
Era sempre assim. Quando a música baixava e os apelos do pastor deixavam de se ouvir, os fiéis levantavam os joelhos do chão para depositar o dinheiro no altar.
Lá fora, as dúvidas resistiam. Durante 32 anos, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) rejeitou todas as suspeitas de corrupção, mas elas nunca desapareceram. Agora colaram-se à instituição para sempre.
O Ministério Público de São Paulo acusou o fundador, Edir Macedo, e outros nove membros de associação criminosa e lavagem de dinheiro.
As três décadas de história da IURD contam-se com somas milionárias, multidões de fiéis, discursos inflamados e, sobretudo, suspeitas.
Logo em 1977, uma inspecção da Receita Federal sugere que a igreja deve perder a imunidade fiscal porque está a ser usada para ganhar dinheiro - segundo a Constituição do país, o património e as fontes de rendimento das igrejas só podem ser utilizados para actividades religiosas e nunca para a obtenção de lucro.
Uma década depois, a mesma instituição elabora um estudo para regulamentar as doações de dinheiro relacionadas com a fé. A proposta nunca foi aprovada.
O VÍDEO DO DÍZIMO
Outras dúvidas são levantadas quando, em 1995, Edir Macedo surge num vídeo a ensinar aos pastores como pedir dinheiro aos crentes. "Se você se mostrar chocho, o povo não confia em você. Você tem de falar como se fosse o super-herói do povo. Peça, peça... Se houver alguém que não dê, há um montão que vai dar", explicava com uma exuberante coreografia de braços. Desde que o vídeo foi divulgado, a instituição foi exaustivamente investigada, mas pouquíssimas irregularidades ficaram provadas nos dez processos que foram instaurados.
O Código Penal brasileiro não inclui práticas religiosas. Se alguém quiser doar todo o seu património à igreja, tem toda a liberdade para o fazer.
Assim, para condenar os líderes da igreja, um objectivo era fundamental: provar que o dinheiro doado estava a enriquecer os líderes da igreja e não a financiar obras de caridade. Era preciso descobrir o percurso do dinheiro desde que saía dos bolsos dos crentes até ser usado para pagar a construção de uma mansão de 2000 m2 (como a construída por Edir Macedo em 2007).
É isto que, após dois anos de investigação, os procuradores acabam de conseguir. Entre 2001 e 2008, a IURD recebeu mais de 3 mil milhões de euros doados pelos seus 8 milhões de seguidores. Metade do dinheiro foi colocado na caixa do dízimo dos templos, a outra metade chegou através de 4015 transferências bancárias. Nenhum deste dinheiro pagou impostos.
EMPRESAS FANTASMA
Alguns destes milhões foram depois utilizados em pagamentos a duas empresas-fantasma: a Cremo Empreendimentos e a Unimetro Empreendimentos. Só em 2004 e 2005, estas empresas (que não prestam um único serviço) movimentaram 27 milhões de euros, garantiu à revista "Veja" fonte da Secretaria da Fazenda.
A paragem seguinte destes milhões eram duas empresas sedeadas em paraísos fiscais nas ilhas Caimão e nas do Canal (a Investholding e a Cableinvest). Sob a forma de empréstimos a executivos da IURD, o capital regressava depois à terra natal para ser aplicado na compra de aviões particulares (como um Cessna de 1 milhão de euros), mansões ou para ser investido no império que a igreja construiu na comunicação social - 22 canais de televisão e 42 estações de rádio.
Edir Macedo é hoje dono de 90% da Rede Record (a mulher possui os outros 10%), que foi comprada em 1992 por 20 milhões de dólares. Além disso, tem dois apartamentos de luxo na sofisticada Collins Avenue, em Miami. Um foi comprado por 1,5 milhões de euros e o outro por 3,3 milhões. Em 2007 construiu uma enorme mansão de 2000 m2 em São Paulo, em Campos Jordão. É lá que parte do tesouro da IURD estará enterrado.
Autoria de Alexandre Soares
Transcrito do blogue « http://osirislux.blogspot.com »
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/09/descoberto-o-segredo-da-iurd.html
- " Os políticos e as fraldas " - 25Set2009 14:37:00

Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/09/blog-post.html
Rajamadrex - 17Set2009 12:04:00
Los Pobres - Poema de Roberto Sosa, poeta hondurenho, adaptado pela banda de rock Rajamadrex.Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/09/rajamadrex.html
-"O Clube Biderberg" - 07Ago2009 19:11:00
A minha curiosidade voltou a ser despertada quando, em 2008, vi nas livrarias um livro com o título ? Toda a Verdade Sobre o CLUBE BILDERBERG ?, da autoria do jornalista espanhol Daniel Estulin.
Algum tempo depois, em conversa com um colega tocamos no assunto e aconselhei-o a comprar o livro.Qual não foi a minha surpresa quando ele, dias depois, me telefonou lamentando-se que o livro tinha sido retirado do mercado.
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/08/o-clube-biderberg.html
-"Caro irmão Álvaro"... - 07Ago2009 18:34:00
Mas viva Goiânia! E como vai O Ronilson, por falar em Goiânia?E os irmãos todos, queridíssimos? Minha companheira Clara vos faz par no ritualda Ordem das Filhas de Alamirá, e isso também é muito bom.
Enfim, creio se aproximar a hora de um canto,sim um canto novo está na hora de se ouvir!
É a hora!
Que sempre será a hora para quem desejar seguir!Talvez, meu caro Álvaro tenha de abrir uma outra conta,por aqui, na virtualidade, pois este colóquio consigo virá certamente a se constituirnum texto causal, e em nosso Blogue será editado.Talvez, também, em homenagem ao Ser esta seja uma reverência à amizade,e ao bom senso e talvez, meu caro irmão isto que ora lhe escrevo,embora me honre muito escrevê-lo a você, sirva também para mais alguém,além de uma conversa pessoal, entre nós!
Enfim, talvez, talvez ainda que única uma vez haja "algo" de novo debaixo do sol?Depois de tanto tempo desde aquela memorável Era de Kunaton, não teríamos ?nada de novo debaixo do sol??Ah, seria tão bom se houvesse, ainda que fosse um canto!Mas aí eu me rendo, pois tenho ouvido uns cantares!Que até nem são novos e seus cantores talvez tenham até já morrido!E então amigos e amigas, irmãos de carne e planeta matéria prima de transformação,em larga escala e grande oferta, temos sobrando, sejam nossos cantores falecidos, nossos instrutores lá no passado esquecidos, nossos mestres ignorados!
Publicada por Julio Teixeira em Terça-feira, Agosto 04, 2009 0 comentários
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/08/caro-irmao-alvaro-saudacoes.html
-" Os Cínicos" - 07Ago2009 18:15:00
Publicada por Julio Teixeira em
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/08/os-cinicos.html
-" ALEMANHA: Rendimento Mínimo Incondicional" - 07Ago2009 18:10:00
?Pergunta:- ?Qual é o tipo de pensão de reforma que considera mais importante ??
Publicada por Arnaldo Norton em Sábado, Junho 20, 2009
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/08/alemanha-rendimento-minimo.html
-"Inimigos da Arte" - 07Ago2009 17:45:00
A cultura, a arte e experiência que a provecta idade confere foram derrotadas no blogue da lusofonia pela molecagem e arrogância de uns personagens suspeitos...Ainda ontem o Dr. João de Castro Nunes exímio poeta e culto Filólogo aos 89 anos de idade e grande parte desse tempo empenhado em ensinar, foi ali reduzido a um simples e igual moleque, desses que primam pela falta de educação e covardia.Covardia e não só, pois falsidade ideológica também de um, que sem escrúpulo algumMancha o bom nome do atleta do século, que tanto elevou o nome do Brasil no mundo.Outra que se esconde atrás do símbolo pátrio, fazendo deste manto sagrado papel higiênico e talvez, até, não obstante o tamanho do estandarte insuficiente para limpar a sua boca suja e a certamente incapaz de esconder a falta de educação.E assim alguns outros idiotas aderentes de última hora e que se bastam enquanto arrogantes e duvidosos talentos.Seriam aqueles que em ciências iniciáticas são conhecidos como inimigos das artes?Assim caminha a mediocridade.O que se espera doravante é que criem vergonha na cara, e aqui não venham expor nem exibir suas armas e misérias evolucionais, se pretendemos construir a lusofonia sob os auspícios de gente nobre e de sábios ensinamentos emanados e conforme os pilares humanos, aqui exaltados.Também se espera que essa que essa raiva canina exibida por aí não seja contagiosa.Viva o talento e a arte, viva o homem de bem e sábio pensador, pois não será sábio pensador quem não souber respeitar o que vá além se seus quintais e de suas galinhas.Claro que existe vida inteligente além desses quintais, tenham o tamanho que tiverem!De minha parte, nobre Professor Dr.João de Castro Nunes, seja feliz onde quer que esteja, neste momento. E seguindo o senhor, desfiliei-me daquele contaminado espaço.
Publicada por Julio Teixeira em Sexta-feira, Junho 19, 2009 0 comentários
Fonte: http://rosadosventos2.blogspot.com/2009/08/inimigos-da-arte.html


